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Controle de estoque para clínica veterinária

O problema não é disciplina. Ninguém larga o animal na mesa para ir lançar baixa no computador.

Tela de produtos do EstoqueOn com itens de clínica veterinária: vacinas, injetáveis, material cirúrgico e ração

Clínica veterinária tem um estoque que quase nenhum outro negócio do mesmo tamanho tem: medicamento de uso controlado, vacina que depende de temperatura, material cirúrgico, ração, antipulgas e os insumos do laboratório. Tudo isso convive no mesmo armário, e cada grupo tem uma regra diferente.

Este texto trata da parte operacional. As obrigações de escrituração de produtos controlados e as exigências do seu conselho profissional e da vigilância sanitária precisam ser confirmadas com eles: variam por produto e por município, e nenhum sistema de estoque substitui essa conferência.

Pare de descobrir a falta na hora do atendimento

O EstoqueOn avisa antes de faltar e antes de vencer, com lote, validade e o nome de quem deu baixa. São R$ 67 por mês, com quantas contas a sua empresa precisar.

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O que torna o estoque da veterinária difícil

O mesmo produto em unidades diferentes

Um frasco de 10 ml que rende várias aplicações. Uma caixa com 100 comprimidos que sai de dez em dez. Controlar "frascos" quando o consumo é em mililitros faz o saldo mentir já na primeira semana.

O caminho é cadastrar na unidade em que o produto sai, e não na que ele entra. Se o consumo é em comprimido, a unidade é o comprimido, e a entrada de uma caixa lança cem.

A validade que não é do produto

Duas vacinas iguais na geladeira, compradas com um mês de diferença, têm validades diferentes. Quem controla por produto enxerga uma linha e um saldo. Quem controla por lote enxerga as duas, com a data de cada uma, e sabe qual precisa sair primeiro.

O consumo que acontece durante o atendimento

Ninguém larga o animal na mesa para ir lançar baixa no computador. É por isso que o controle de clínica falha por outro motivo que o de loja: não é falta de disciplina, é falta de mão.

O que resolve é separar quem pede de quem lança: a sala pede pelo celular, em segundos, e o estoque dá a baixa quando entrega. O registro fica completo sem ninguém parar o atendimento.

A geladeira, que é um estoque dentro do estoque

Vacina, soro e alguns biológicos vivem na rede de frio, e o controle de estoque de clínica veterinária precisa tratar essa prateleira de forma diferente das outras. Não porque o saldo seja mais difícil, mas porque o produto pode estar lá, dentro da validade, e mesmo assim ter se perdido.

Queda de energia, porta mal fechada, termostato desregulado. Nenhum sistema de estoque mede temperatura, e prometer isso seria mentira. O que o controle de estoque pode fazer é manter o registro de lote de cada item da geladeira, para que, no dia em que a temperatura escapar, você saiba exatamente quais lotes estavam lá dentro e quantos. Sem esse registro, a decisão vira chute, e o chute em vacina é caro nos dois sentidos: descartar o que estava bom ou aplicar o que não estava.

Ração e revenda: o estoque que tem preço de venda

A maior parte das clínicas veterinárias também vende. Ração, antipulgas, coleira, brinquedo, tapete higiênico. Esse estoque de revenda convive com o estoque de uso clínico e se comporta de forma oposta: ele não é custo do atendimento, é mercadoria, com preço de compra e preço de venda.

Jogar os dois no mesmo controle de estoque é o erro que faz a clínica veterinária perder a noção da margem. O saco de ração que foi vendido no balcão e o que foi usado na internação saem da mesma pilha e significam coisas diferentes no fim do mês. Separar isso no cadastro, desde o começo, é mais barato do que tentar separar depois.

O que acompanhar de perto

Por onde começar sem parar a clínica

  1. Comece pelos itens críticos, não por todos. Vinte produtos resolvem a maior parte
  2. Lance o que está na prateleira com o lote e a validade da embalagem
  3. Defina o mínimo do que não pode faltar
  4. Dê conta de solicitante para quem atende, e conta de operação para quem controla
  5. Deixe o resto do cadastro entrar aos poucos, conforme o produto for usado

O estoque completo no primeiro dia é a razão mais comum de o controle ser abandonado na segunda semana. Começar pelos críticos dá resultado antes de o esforço cansar.

O estoque mínimo de uma clínica veterinária

Estoque mínimo é a quantidade abaixo da qual a clínica não deve ficar. Na veterinária ele tem um agravante: parte do consumo é imprevisível. A cirurgia de emergência da madrugada de sábado não aparece em nenhuma média de consumo.

A conta de partida é a mesma de qualquer estoque:

consumo por dia × prazo do fornecedor × folga

A diferença está na folga. Para o material de rotina, use 1,5. Para o que para o atendimento quando falta, anestésico, soro, material de sutura, fio, use 2 ou mais. O custo de manter um frasco a mais de anestésico é pequeno perto do custo de não ter um.

Item Consumo por dia Prazo Folga Mínimo
Seringa 3 ml 14 unidades 7 dias 1,5 150 unidades
Anestésico injetável 0,8 frasco 12 dias 2 20 frascos
Fio de sutura 1,5 envelope 15 dias 2 45 envelopes
Vacina polivalente 2,2 doses 10 dias 1,5 33 doses

Os três relatórios que mudam a compra da clínica

Um controle de estoque de clínica veterinária que só mostra saldo está cumprindo metade do trabalho. Três leituras mudam a decisão de compra, e todas saem do mesmo registro:

Por que o controle de estoque da veterinária falha

Na nossa experiência com o perfil deste negócio, o controle de estoque de clínica veterinária raramente falha por falta de sistema. Ele falha por três motivos bem concretos:

Veja hoje quanto você tem parado

Você manda a última nota do fornecedor e em 20 minutos o sistema mostra o valor do seu estoque, o que está vencendo e o que precisa comprar.

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