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Controle de estoque para clínica médica

O material é fatia pequena do faturamento, e é por isso que o controle costuma estar abandonado.

Tela de produtos do EstoqueOn com itens de clínica médica: medicamentos injetáveis, material de procedimento e descartáveis

O controle de estoque de uma clínica médica raramente é tratado como prioridade, porque o material representa uma fatia pequena do faturamento. É justamente por isso que ele costuma estar abandonado: ninguém olha, até o dia em que falta adrenalina na sala de emergência ou a inspeção pede o lote de um medicamento aplicado.

Este texto trata do que importa numa clínica ou consultório médico: o que precisa ser controlado de perto, o que pode ser deixado em paz, e como manter o registro que responde à pergunta difícil quando ela aparecer.

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Os quatro grupos de material de uma clínica

A regra de esforço é clara: os dois primeiros grupos merecem controle de lote e validade. Os dois últimos merecem apenas estoque mínimo e um aviso.

O medicamento de emergência, que é o item mais crítico

Toda clínica médica tem um carrinho ou uma caixa de emergência, e ela tem uma característica perversa do ponto de vista de estoque: é o material que você espera nunca usar, e que precisa estar lá e válido no dia em que for preciso.

Como quase não há consumo, não há movimentação, e sem movimentação ninguém olha. O resultado é o achado mais comum de inspeção em consultório: adrenalina vencida no carrinho de emergência.

O controle de estoque resolve isso de um jeito específico: esses itens precisam de aviso por validade, e não por saldo. O estoque mínimo deles é irrelevante, porque o saldo nunca cai. O que importa é o alerta de vencimento chegando com noventa dias de antecedência, tempo suficiente para repor sem correria.

Por que o lote importa mais na clínica do que em qualquer lugar

Em quase todo negócio, o lote serve para usar o mais velho primeiro. Numa clínica médica ele serve para outra coisa, bem mais séria: responder qual lote foi aplicado em qual paciente.

Essa pergunta aparece em três situações, e nenhuma delas dá tempo de improvisar: uma reação adversa, um recolhimento de lote pelo fabricante, ou uma notificação sanitária.

A resposta não se constrói depois do fato. Ou o controle de estoque registrava, a cada saída, o lote e a pessoa que deu baixa, ou a informação não existe. É por isso que dar uma conta a cada pessoa que mexe no estoque não é formalidade de sistema: é a única forma de o registro ter nome.

O consumo por procedimento

Clínica médica cobra por consulta e por procedimento, e compra por caixa. A conta do meio vale ser feita pelo menos para os procedimentos que você mais faz:

Procedimento Material consumido Custo do material
Consulta simples Lençol, luva, abaixador R$ 2,40
Sutura pequena Kit + anestésico + gaze + luva estéril R$ 48,60
Eletrocardiograma Eletrodos + gel + papel R$ 7,80
Aplicação injetável Seringa + agulha + algodão + medicamento R$ 6,90

Os valores são ilustrativos. O ganho dessa tabela numa clínica raramente é precificação, porque muito do faturamento vem de convênio com valor fixado. O ganho é de previsão: com o consumo por procedimento e a agenda da semana, a compra deixa de ser chute.

Quem dá baixa numa clínica

A técnica de enfermagem está com o paciente. O médico está em consulta. Ninguém vai parar para abrir uma planilha no computador da recepção, e por isso o controle de estoque de clínica médica costuma durar dois meses.

Duas coisas resolvem, e elas se combinam bem numa clínica:

O segundo arranjo é especialmente útil em clínica com várias salas, porque ele responde uma pergunta de gestão que não tem resposta sem ele: qual sala consome mais, e por quê.

O estoque mínimo de uma clínica médica

A conta é consumo por dia vezes o prazo do fornecedor vezes uma folga. O que muda na clínica é o critério da folga, que não é preço:

Grupo Folga Por quê
Medicamento de emergência Controle por validade, não por saldo Não há consumo para medir
Injetável de uso rotineiro 2 Faltar cancela procedimento agendado
Insumo de exame 1,5 Consumo previsível, ligado à agenda
Descartável de rotina 1,5 Giro alto, preço baixo, reposição fácil

O que a inspeção sanitária costuma pedir

As exigências variam por atividade e por município, e precisam ser confirmadas com a vigilância sanitária local e com a sua assessoria. Dito isso, um controle de estoque que registra lote, validade e quem deu baixa já responde à maior parte do que se costuma perguntar:

A última é a que planilha de saldo não responde. Planilha registra quanto tem hoje; inspeção pede histórico, e histórico só existe se tiver sido gravado enquanto as coisas aconteciam.

O descarte de vencido precisa ser registrado

O produto que venceu e foi descartado não pode simplesmente sumir do controle. Para a vigilância, o lote que entrou precisa ter destino: foi usado, foi devolvido ao fornecedor ou foi descartado.

Um controle de estoque em que o vencido é apagado da lista deixa um buraco exatamente no ponto que a inspeção costuma puxar. Dar baixa com o motivo registrado custa dez segundos e fecha o ciclo.

Resumindo: o controle de estoque de clínica médica que funciona

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