O controle de estoque para lavanderia tem um problema que quase nenhum outro negócio tem: o produto não sai por peça, sai por dosagem. Ninguém consome uma bombona de detergente. Consome-se trinta mililitros por quilo de roupa, dezenas de vezes por dia.
Enquanto o controle não enxergar isso, o saldo da lavanderia não serve para nada: ele mostra bombonas inteiras, o aviso de mínimo nunca chega na hora, e o custo por quilo lavado, que é o número que decide o preço, continua sendo estimativa.
Pare de descobrir a falta na hora do atendimento
O EstoqueOn avisa antes de faltar e antes de vencer, com lote, validade e o nome de quem deu baixa. São R$ 67 por mês, com quantas contas a sua empresa precisar.
Começar por R$ 67 por mêsA unidade, que aqui é mililitro
A primeira decisão do controle de estoque de uma lavanderia é parar de cadastrar químico em bombona.
Uma bombona de 20 litros de detergente alcalino é 1 no saldo. Ela fica em 1 por semanas e vira 0 num dia qualquer. Entre um número e outro, ninguém sabe quanto restou, e o aviso de compra chega no dia em que a bombona acabou, que é tarde.
Cadastrada em mililitro, a entrada de uma bombona lança 20.000. Cada abastecimento da dosadora baixa o que foi posto, e o saldo vira um número que diz alguma coisa. O mínimo passa a disparar com produto ainda no almoxarifado.
| Produto | Como entra | Como cadastrar |
|---|---|---|
| Detergente, alvejante, amaciante | Bombona de 20 L | Mililitro |
| Neutralizante, goma | Galão de 5 L | Mililitro |
| Removedor localizado | Frasco de 1 L | Mililitro |
| Cabide, capa, etiqueta | Pacote ou rolo | Unidade |
A baixa, que não pode ser por lavagem
Pedir que alguém lance o consumo a cada ciclo de máquina é a forma mais rápida de matar o controle de estoque de uma lavanderia. Não acontece, e não deveria acontecer.
O arranjo que funciona é dar baixa no abastecimento da dosadora, e não na lavagem. Quem troca a bombona ou enche o reservatório registra ali: produto, quantidade, lote. É um lançamento por bombona, algumas vezes por semana, feito por quem já está com a mão no produto.
O saldo fica correto, o consumo aparece no período, e ninguém interrompe a operação. Para a compra, que é o que o estoque precisa responder, isso basta.
O custo por quilo lavado
É o número que justifica o controle de estoque numa lavanderia, porque ele entra direto na formação de preço. Com químico cadastrado em mililitro e valor unitário na entrada, a conta sai sozinha:
custo químico por quilo = gasto do período ÷ quilos processados no período
Basta registrar os quilos processados, que a maior parte das lavanderias já anota por outro motivo. O resultado costuma surpreender em dois pontos:
- O alvejante e o removedor pesam mais do que o detergente. Eles são usados em menos ciclos e custam bem mais por litro, então a conta por quilo inverte a intuição de quem olha só o volume comprado.
- A dosagem alta não aparece no mês, aparece no trimestre. Uma dosadora regulada dez por cento acima do necessário não muda nada visível na operação e come uma bombona a mais por trimestre em cada produto.
Esse segundo ponto é o maior retorno do controle de estoque numa lavanderia. Sem o consumo por quilo, não há como perceber o excesso de dosagem, porque a roupa sai limpa de qualquer jeito.
A conferência da dosagem, que é o que o número serve para fazer
Com o custo por quilo em mãos, a conferência vira rotina simples e vale o tempo. A cada três meses:
- Pegue o consumo do período de cada químico, em mililitros.
- Divida pelos quilos processados. É o seu consumo real por quilo.
- Compare com a dosagem recomendada na ficha técnica do fornecedor.
- Diferença grande para cima é dosadora desregulada, vazamento ou reprocesso.
O item quatro traz a informação mais útil e menos óbvia: reprocesso aparece como consumo alto. Peça que volta para a máquina gasta químico duas vezes e não gera receita nenhuma. Quando o consumo por quilo sobe sem explicação, vale olhar para o reprocesso antes de olhar para a dosadora.
Validade e diluição, dois detalhes que custam caro
Produto químico de lavanderia vence, e vence de um jeito traiçoeiro: ele não estraga à vista, apenas perde ação. O alvejante clorado é o caso clássico, porque perde concentração com o tempo e com o calor. O resultado é roupa que não fica branca, e a reação natural da equipe é aumentar a dose, o que gasta mais e piora a conta.
Duas coisas resolvem:
- Validade por lote, com aviso. Permite programar o uso do lote mais antigo antes que ele perca força.
- Registrar a diluição, quando houver. Produto concentrado que é diluído para uso precisa de uma regra escrita e de um lote próprio depois de diluído, com a sua própria validade.
A embalagem, que some sem ninguém perceber
Cabide, capa plástica e etiqueta não têm nada do drama do químico, mas são o segundo grupo em valor numa lavanderia que entrega peça pendurada, e eles saem de um jeito que ninguém acompanha.
O controle aqui é simples e dá retorno rápido: cadastre em unidade, dê baixa por pacote aberto, e compare o consumo com a quantidade de peças entregues no período. Quando a conta não fecha, quase sempre é capa usada em peça que não precisava, ou cabide que vai embora junto com o cliente e nunca volta.
Esse segundo caso tem solução comercial, não de estoque, e é bom saber o tamanho dele antes de decidir se vale cobrar pelo cabide ou embutir no preço.
O estoque mínimo de uma lavanderia
O cálculo é o de sempre, agora com o consumo em mililitros por dia:
mínimo = consumo por dia × prazo do fornecedor × 1,5
Com uma exceção que vale guardar: o químico que não tem substituto na prateleira entra com fator 2. Faltar detergente para uma lavanderia é fechar a operação do dia, e o fornecedor de químico industrial costuma ter prazo maior do que o de descartáveis.
Resumindo: o controle de estoque de lavanderia
- Cadastre químico em mililitro, nunca em bombona.
- A baixa acontece no abastecimento da dosadora, não na lavagem.
- O custo por quilo lavado é o número que entra no preço.
- Consumo por quilo acima da ficha técnica é dosagem alta, vazamento ou reprocesso.
- Alvejante perde força antes de vencer: controle validade por lote.
- Produto diluído é um lote novo, com validade própria.
- Compare o consumo de cabide e capa com as peças entregues.
- Fator 2 no mínimo do químico sem substituto.
Veja hoje quanto você tem parado
Você manda a última nota do fornecedor e em 20 minutos o sistema mostra o valor do seu estoque, o que está vencendo e o que precisa comprar.
Começar por R$ 67 por mês