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Controle de estoque para lavanderia

Ninguém consome uma bombona. Consome-se trinta mililitros por quilo de roupa, dezenas de vezes por dia.

Lista de detergentes, alvejantes e material de acabamento de uma lavanderia com saldo e mínimo

O controle de estoque para lavanderia tem um problema que quase nenhum outro negócio tem: o produto não sai por peça, sai por dosagem. Ninguém consome uma bombona de detergente. Consome-se trinta mililitros por quilo de roupa, dezenas de vezes por dia.

Enquanto o controle não enxergar isso, o saldo da lavanderia não serve para nada: ele mostra bombonas inteiras, o aviso de mínimo nunca chega na hora, e o custo por quilo lavado, que é o número que decide o preço, continua sendo estimativa.

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A unidade, que aqui é mililitro

A primeira decisão do controle de estoque de uma lavanderia é parar de cadastrar químico em bombona.

Uma bombona de 20 litros de detergente alcalino é 1 no saldo. Ela fica em 1 por semanas e vira 0 num dia qualquer. Entre um número e outro, ninguém sabe quanto restou, e o aviso de compra chega no dia em que a bombona acabou, que é tarde.

Cadastrada em mililitro, a entrada de uma bombona lança 20.000. Cada abastecimento da dosadora baixa o que foi posto, e o saldo vira um número que diz alguma coisa. O mínimo passa a disparar com produto ainda no almoxarifado.

Produto Como entra Como cadastrar
Detergente, alvejante, amaciante Bombona de 20 L Mililitro
Neutralizante, goma Galão de 5 L Mililitro
Removedor localizado Frasco de 1 L Mililitro
Cabide, capa, etiqueta Pacote ou rolo Unidade

A baixa, que não pode ser por lavagem

Pedir que alguém lance o consumo a cada ciclo de máquina é a forma mais rápida de matar o controle de estoque de uma lavanderia. Não acontece, e não deveria acontecer.

O arranjo que funciona é dar baixa no abastecimento da dosadora, e não na lavagem. Quem troca a bombona ou enche o reservatório registra ali: produto, quantidade, lote. É um lançamento por bombona, algumas vezes por semana, feito por quem já está com a mão no produto.

O saldo fica correto, o consumo aparece no período, e ninguém interrompe a operação. Para a compra, que é o que o estoque precisa responder, isso basta.

O custo por quilo lavado

É o número que justifica o controle de estoque numa lavanderia, porque ele entra direto na formação de preço. Com químico cadastrado em mililitro e valor unitário na entrada, a conta sai sozinha:

custo químico por quilo = gasto do período ÷ quilos processados no período

Basta registrar os quilos processados, que a maior parte das lavanderias já anota por outro motivo. O resultado costuma surpreender em dois pontos:

Esse segundo ponto é o maior retorno do controle de estoque numa lavanderia. Sem o consumo por quilo, não há como perceber o excesso de dosagem, porque a roupa sai limpa de qualquer jeito.

A conferência da dosagem, que é o que o número serve para fazer

Com o custo por quilo em mãos, a conferência vira rotina simples e vale o tempo. A cada três meses:

  1. Pegue o consumo do período de cada químico, em mililitros.
  2. Divida pelos quilos processados. É o seu consumo real por quilo.
  3. Compare com a dosagem recomendada na ficha técnica do fornecedor.
  4. Diferença grande para cima é dosadora desregulada, vazamento ou reprocesso.

O item quatro traz a informação mais útil e menos óbvia: reprocesso aparece como consumo alto. Peça que volta para a máquina gasta químico duas vezes e não gera receita nenhuma. Quando o consumo por quilo sobe sem explicação, vale olhar para o reprocesso antes de olhar para a dosadora.

Validade e diluição, dois detalhes que custam caro

Produto químico de lavanderia vence, e vence de um jeito traiçoeiro: ele não estraga à vista, apenas perde ação. O alvejante clorado é o caso clássico, porque perde concentração com o tempo e com o calor. O resultado é roupa que não fica branca, e a reação natural da equipe é aumentar a dose, o que gasta mais e piora a conta.

Duas coisas resolvem:

A embalagem, que some sem ninguém perceber

Cabide, capa plástica e etiqueta não têm nada do drama do químico, mas são o segundo grupo em valor numa lavanderia que entrega peça pendurada, e eles saem de um jeito que ninguém acompanha.

O controle aqui é simples e dá retorno rápido: cadastre em unidade, dê baixa por pacote aberto, e compare o consumo com a quantidade de peças entregues no período. Quando a conta não fecha, quase sempre é capa usada em peça que não precisava, ou cabide que vai embora junto com o cliente e nunca volta.

Esse segundo caso tem solução comercial, não de estoque, e é bom saber o tamanho dele antes de decidir se vale cobrar pelo cabide ou embutir no preço.

O estoque mínimo de uma lavanderia

O cálculo é o de sempre, agora com o consumo em mililitros por dia:

mínimo = consumo por dia × prazo do fornecedor × 1,5

Com uma exceção que vale guardar: o químico que não tem substituto na prateleira entra com fator 2. Faltar detergente para uma lavanderia é fechar a operação do dia, e o fornecedor de químico industrial costuma ter prazo maior do que o de descartáveis.

Resumindo: o controle de estoque de lavanderia

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