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Controle de estoque simples

Não o mais pobre: o menor conjunto de hábitos que entrega resultado e que uma equipe ocupada consegue manter.

O EstoqueOn aberto no celular, na tela de registro de entrada

Quem procura controle de estoque simples já desistiu de uma versão complicada. Tentou a planilha de quarenta colunas, tentou o sistema com vinte telas, e abandonou os dois, porque o problema não era saber controlar: era o tamanho do esforço diário que cada solução exigia.

Este texto é sobre o controle de estoque mais enxuto que ainda funciona. Não o mais pobre: o menor conjunto de hábitos que entrega resultado e que uma equipe ocupada consegue manter.

Pare de descobrir a falta na hora do atendimento

O EstoqueOn avisa antes de faltar e antes de vencer, com lote, validade e o nome de quem deu baixa. São R$ 67 por mês, com quantas contas a sua empresa precisar.

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O que um controle de estoque simples precisa ter

Simples não é "menos informação". É menos passos por movimento. Um controle de estoque simples tem quatro informações e nenhum passo a mais:

O que precisa O que não precisa
Quanto eu tenho de cada item Localização em corredor, prateleira e nível
Quando comprar, com aviso Previsão de demanda com sazonalidade
O que vence primeiro Curva ABC com três critérios cruzados
Quem mexeu e quando Aprovação em três níveis para dar baixa

A coluna da direita não é inútil: é útil em armazém grande. Num consultório, num salão ou numa oficina, cada item dela é um passo a mais que a equipe vai abandonar na terceira semana.

A regra dos vinte itens

A causa número um de controle de estoque abandonado é querer cadastrar tudo antes de começar. Trezentos produtos na primeira semana cansam a equipe antes do primeiro resultado aparecer.

Comece por vinte. Não vinte aleatórios: os vinte que somam a maior parte do dinheiro. Para achá-los, pegue as três últimas notas dos fornecedores, multiplique preço por quantidade que você consome por mês, e ordene do maior para o menor. Os primeiros da lista são eles.

Esses vinte itens costumam responder por setenta a oitenta por cento do valor do seu estoque. Controlar só eles já entrega a maior parte do retorno, e o resto do cadastro pode entrar aos poucos, conforme cada produto for usado.

A unidade de medida, que é o detalhe que decide tudo

Se houver uma única coisa a acertar num controle de estoque simples, é esta. Cadastre cada produto na unidade em que ele sai, nunca na que ele entra.

Você compra uma caixa com cem luvas e consome luva a luva. Se o cadastro diz "caixa", o saldo é 1 até virar 0, e o aviso nunca chega na hora certa. Cadastrado em unidade, a entrada de uma caixa lança cem, e o estoque mínimo de cem unidades passa a fazer sentido.

Esse erro é responsável por mais controle de estoque abandonado do que qualquer outro, porque ele faz o saldo mentir na primeira semana, e depois disso ninguém confia mais no número.

Os três hábitos, e só três

1. A entrada acontece na chegada

Quando a caixa chega, antes de guardar: lançar a quantidade, o lote e a validade da embalagem. São dez segundos por item, uma vez por compra.

Lançar depois de guardar significa lançar nunca, porque a nota vai para a gaveta e a embalagem já está no armário.

2. A baixa acontece no uso

Quem usou registra, na hora, pelo celular. Dois toques: produto e quantidade. Esse é o hábito que sustenta todo o resto, e é o único que exige mudança de verdade na rotina.

Deixar a baixa para o fim do dia parece razoável e não funciona: no fim do dia ninguém lembra de quanto usou, e a estimativa de memória é pior do que não ter número, porque parece confiável.

3. O descarte também é baixa

Quebrou, venceu, caiu no chão. Registrar com o motivo custa o mesmo que registrar um uso normal, e é o que impede o saldo de ficar maior do que a prateleira sem ninguém entender por quê.

O único número que você precisa calcular

Um controle de estoque simples tem um cálculo, e ele é este:

estoque mínimo = consumo por dia × prazo do fornecedor × 1,5

Nenhum dos três números precisa ser exato. Se você usa umas duas caixas por mês, o consumo por dia é cerca de 0,07. Se o fornecedor costuma levar uma semana, o prazo é 7. O 1,5 é a folga para o atraso e para o mês mais cheio.

Para o item que para a operação quando falta, troque o 1,5 por 2. É a única exceção que vale a pena guardar.

O que deixar de fora sem culpa

Num controle de estoque simples, vale explicitamente não fazer estas coisas, pelo menos no começo:

Planilha ou sistema, para quem quer simples

A escolha não depende do tamanho da empresa, depende de duas coisas:

Sua situação O mais simples que funciona
Uma pessoa mexe, nada vence Planilha com uma linha por movimentação
Duas ou mais pessoas mexem Sistema, porque planilha gera versão conflitante
Algum produto vence Sistema, porque validade exige controle por lote

Note que ter poucos produtos não resolve nada se houver duas pessoas e validade. E ter trezentos produtos não é problema se houver uma pessoa e nada vencer. É sobre mãos e datas, não sobre quantidade.

O primeiro mês, semana por semana

Um controle de estoque simples não precisa de projeto, precisa de ordem. Este é o roteiro que costuma funcionar em empresa pequena, e ele cabe em quatro semanas sem atropelar ninguém:

Repare que o cadastro do resto dos produtos não aparece em nenhuma semana. Ele entra aos poucos, no dia em que cada produto for usado, e essa é a parte que mais diferencia um controle de estoque simples que dura de um que é abandonado no segundo mês.

Resumindo: o controle de estoque simples que dura

Veja hoje quanto você tem parado

Você manda a última nota do fornecedor e em 20 minutos o sistema mostra o valor do seu estoque, o que está vencendo e o que precisa comprar.

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